segunda-feira, 20 de abril de 2009

RESERVA ROOSEVELT:Presidente da Funai diz que brasileiros têm visão preconceituosa sobre índios

A passagem do dia do Índio certamente não foi comemorada pelas famílias dos mais de 30 garimpeiros mortos em conflito com índios Cintas-Largas, na reserva Roosevelt (RO), em abril de 2004. A revolta desses familiares contraria a afirmação feita pelo presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai), Marcio Meira, durante celebração da data neste domingo (19.04). Meira disse que os brasileiros têm uma visão desinformada e preconceituosa sobre os indígenas do país.

Os índios “guerreiros”, responsáveis pela chacina, ainda continuam sem condenação, além disso, há suspeitas de que a exploração ilegal de diamantes na região ainda não parou. A demora pela penalidade se dá por questões antropológicas, onde a Constituição Federal garante que o Indígena deve ser julgado de acordo com sua cultura. Acontece que, os garimpeiros certamente não foram assassinados só por “ameaçarem” os costumes do povo da aldeia.

Ao que foi apurado pela Polícia Federal, após o massacre, os conflitos eram constantes e sempre gerados por questões de divisas de barrancos (áreas de extrações) e acertos com o os caciques João Bravo e Nacoça Pio, acusados juntos com funcionários da Funai de contrabando de pedras preciosas e formação de quadrilha.

O presidente da Funai lembrou ainda que os índios contribuem muito na preservação das florestas. Em Rondônia, a reserva Roosevelt conta com a atuação da Força Nacional, nas regiões fronteiriças, para combater as práticas criminosas tanto dos índios como dos não índios, no tocante à degradação da área protegia e garimpagem ilegal.

Seja o primeiro a comentar

  ©Fale Conosco portal@portalrondonia.com.br

VOLTAR AO TOPO DA PÁGINA